Music, Shares

My favourite christmas carol

Wikipedia says it’s earliest known printed edition is dated to c. 1760.

God rest ye merry, gentlemen
Let nothing you dismay
Remember, Christ, our Saviour
Was born on Christmas day
To save us all from Satan’s power
When we were gone astray
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

In Bethlehem, in Israel
This blessed Babe was born
And laid within a manger
Upon this blessed morn
The which His Mother Mary
Did nothing take in scorn
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

From God our Heavenly Father
A blessed Angel came
And unto certain Shepherds
Brought tidings of the same
How that in Bethlehem was born
The Son of God by Name
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

“Fear not then”, said the Angel
“Let nothing you affright
This day is born a Saviour
Of a pure Virgin bright
To free all those who trust in Him
From Satan’s power and might”
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

The shepherds at those tidings
Rejoiced much in mind
And left their flocks a-feeding
In tempest, storm and wind
And went to Bethlehem straightway
The Son of God to find
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

And when they came to Bethlehem
Where our dear Saviour lay
They found Him in a manger
Where oxen feed on hay
His Mother Mary kneeling down
Unto the Lord did pray
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

Now to the Lord sing praises
All you within this place
And with true love and brotherhood
Each other now embrace
This holy tide of Christmas
All other doth deface
O tidings of comfort and joy
Comfort and joy
O tidings of comfort and joy

Original, Shorts

São Nicolau

Como é de conhecimento geral, a ideia do Pai Natal é construída a partir de uma figura histórica, o São Nicolau. O que nem todos sabem é que há uma história sobre o São Nicolau e o primeiro concílio ecuménico.

Em 325 AD, houve um encontro com uma maioria representativa dos bispos do mundo cristão, para discutir chamada arianismo, que estava a crescer em popularidade. Esta ideia, assim chamada por causa do seu fundador Ário, dizia que Jesus não era Deus, mas sim um semi-deus. Um ser criado pelo Deus verdadeiro, o Deus-Pai.

A história apresentada no site do São Nicolau conta que durante a discussão, enquanto Ário defendia a sua posição, Nicolau não aguentou ouvir tanta heresia que se levantou e deu uma bofetada na cara do seu oponente

A história mais tarde foi alterada para um murro em vez da bofetada. É possivelmente inventada, mas divertida, e deu origem a uns memes engraçados…

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The Empirical Metamathematics of Euclid and Beyond

Euclid’s Elements is an impressive achievement. Written in Greek around 300 BC (though presumably including many earlier results), the Elements in effect defined the way formal mathematics is done for more than two thousand years. The basic idea is to start from certain axioms that are assumed to be true, then—without any further “input from outside”—use purely deductive methods to establish a collection of theorems.

Euclid effectively had 10 axioms (5 “postulates” and 5 “common notions”), like “one can draw a straight line from any point to any other point”, or “things which equal the same thing are also equal to one another”. (One of his axioms was his fifth postulate—that parallel lines never meet—which might seem obvious, but which actually turns out not to be true for physical curved space in our universe.)

On the basis of his axioms, Euclid then gave 465 theorems.

The Empirical Metamathematics of Euclid and Beyond

Now I wish I could read greek…

Quotes, Shares

C.S.Lewis on Coronavirus

C. S. Lewis escreveu isto em 1948
Substituindo a palavras “atomic bomb” por coronavirus parece bastante actual.

In one way we think a great deal too much of the atomic bomb. “How are we to live in an atomic age?” I am tempted to reply: “Why, as you would have lived in the sixteenth century when the plague visited London almost every year, or as you would have lived in a Viking age when raiders from Scandinavia might land and cut your throat any night; or indeed, as you are already living in an age of cancer, an age of syphilis, an age of paralysis, an age of air raids, an age of railway accidents, an age of motor accidents.”

In other words, do not let us begin by exaggerating the novelty of our situation. Believe me, dear sir or madam, you and all whom you love were already sentenced to death before the atomic bomb was invented: and quite a high percentage of us were going to die in unpleasant ways. We had, indeed, one very great advantage over our ancestors—anesthetics; but we have that still. It is perfectly ridiculous to go about whimpering and drawing long faces because the scientists have added one more chance of painful and premature death to a world which already bristled with such chances and in which death itself was not a chance at all, but a certainty.

This is the first point to be made: and the first action to be taken is to pull ourselves together. If we are all going to be destroyed by an atomic bomb, let that bomb when it comes find us doing sensible and human things—praying, working, teaching, reading, listening to music, bathing the children, playing tennis, chatting to our friends over a pint and a game of darts—not huddled together like frightened sheep and thinking about bombs. They may break our bodies (a microbe can do that) but they need not dominate our minds.

What the atomic bomb has really done is to remind us forcibly of the sort of world we are living in and which, during the prosperous period before, we were beginning to forget. And this reminder is, so far as it goes, a good thing. We have been waked from a pretty dream, and now we can begin to talk about realities…

It is our business to live by our own law not by fears: to follow, in private or in public life, the law of love and temperance even when they seem to be suicidal, and not the law of competition and grab, even when they seem to be necessary to our own survival. For it is part of our spiritual law never to put survival first: not even the survival of our species. We must resolutely train ourselves to feel that the survival of Man on this Earth, much more of our own nation or culture or class, is not worth having unless it can be had by honorable and merciful means.

Nothing is more likely to destroy a species or a nation than a determination to survive at all costs. Those who care for something else more than civilization are the only people by whom civilization is at all likely to be preserved. Those who want Heaven most have served Earth best. Those who love man less than God do most for man….

Let the bomb find you doing well.

Present Concerns: Journalistic Essays by C.S. Lewis

Longs, Original

Deus?

Ontem estive a pensar sobre Deus. Mais concretamente a pergunta na minha mente era:

“Quem ou o que é Deus?”

Quando digo “Deus” ao que é que me refiro? Será que Deus é um conceito inteligível? Quando um ateu e um crente discutem sobre a existência de Deus, sobre o que é que estão a falar?

Considero esta pergunta importante porque precisamos de definir os nossos termos quando argumentamos contra ou a favor de algo.
Um ateu pode dar argumentos contra Deus, mas se para ele Deus for um tipo de extraterrestre extremamente poderoso que iniciou a vida humana, não vai afectar em nada a minha fé. O Deus que eu creio não é desse tipo.

Então que Deus é esse que eu creio? Que atributos tem ele? Dormi com esta pergunta em mente.


Quando acordei hoje de manhã, fui ler a bíblia. Na leitura sequencial do novo testamento que ando a fazer, o texto que li foi este:

Paulo, pondo-se diante deles no Areópago, falou-lhes assim: Gente de Atenas, vejo que são muito religiosos, pois ao passar pela cidade reparei em muitos altares,
um deles até com a inscrição – ‘Ao Deus desconhecido’. Afinal, têm andado a adorá-lo sem saber quem ele é, e por isso quero falar-vos agora acerca desse mesmo Deus.
Foi ele quem fez o mundo e tudo quanto nele há e, uma vez que é Senhor do céu e da Terra, não vive em templos feitos por mãos humanas;
e nem sequer precisa que seres humanos lhe façam seja o que for! Ele próprio é quem dá a todos a vida, o ar que respiramos e tudo o resto de que precisamos.
Criou toda a população do mundo a partir de um só homem e espalhou as nações pela face da Terra, fixando os tempos do mundo e os limites à vida dos homens na Terra.
E o que ele pretende é que o procurem e que se esforcem por encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.
‘Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos’ Como disse outro dos vossos poetas, ‘somos de descendência divina’
Se isto é verdade, não devemos imaginar Deus como um ídolo que os homens fizeram de ouro, ou de prata, ou de pedra, pela sua arte e imaginação
Deus tem tolerado a ignorância do homem acerca destas coisas, mas agora ordena a todos, e em toda a parte, que se arrependam e o adorem só a ele.
Pois marcou um dia para julgar o mundo com justiça através do Homem que designou para isso. E deu a todos uma sólida razão para crerem nele, ressuscitando-o da morte.

Atos 17:22-30 Tradução O Livro

Mesmo a propósito! É o conhecido Sermão do Areópago!
Através deste texto é possível conhecer um pouco mais quem é o Deus que Paulo pregava, e por consequência, quem é o Deus dos cristãos.

  • Deus é o criador de todas as coisas
    • “Foi ele quem fez o mundo e tudo quanto nele há”
  • Deus é o dono de todas as coisas
    • “é Senhor do céu e da Terra”
  • Deus não está restringido a um só lugar
    • “não vive em templos feitos por mãos humanas”
  • Deus não precisa de nós
    • “nem sequer precisa que seres humanos lhe façam seja o que for”
  • Deus dá a vida
    • “Ele próprio é quem dá a todos a vida”
  • Deus dá a todos muitas benesses
    • “a todos a vida”, o ar que respiramos e tudo o resto de que precisamos”
  • Deus tem um papel activo na hisória humana
    • “espalhou as nações pela face da Terra”
  • Deus criou-me no Seculo XX em Portugal de propósito
    • “fixando os tempos do mundo e os limites à vida dos homens na Terra”
  • Deus pretende ser conhecido
    • “E o que ele pretende é que o procurem e que se esforcem por encontrá-lo”
  • Deus não está longe. É omnipresente
    • “embora não esteja longe de cada um de nós ‘Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos'”
  • Deus fez o ser humano de alguma forma semelhante a ele
    • “‘somos de descendência divina'” (outra tradução diz ‘somos da sua raça’)
  • Deus é paciente e tolerante
    • “Deus tem tolerado a ignorância do homem acerca destas coisas”
  • Deus é um ser moral. Preocupa-se com o bem e o mal
    • “mas agora ordena a todos, e em toda a parte, que se arrependam”
  • Deus exige ser o único objecto de adoração
    • “mas agora ordena a todos, e em toda a parte, que … o adorem só a ele.”
  • Deus vai um dia julgar o mundo
    • “Pois marcou um dia para julgar o mundo com justiça através do Homem que designou para isso”

Deus é a causa de tudo o que existe. Ele é auto-suficiente, não tem necessidade de nada.
O que poderíamos nós, criaturas limitadas no tempo e espaço dar a um Deus destes?
Ele trouxe todas as coisas à existência e logo todas as coisas são dele.
Ele é omnipresente, e pode sê-lo porque não é um ser material.

Deus criou o ser humano, e sustém a sua vida fazendo “nascer o seu sol sobre maus e bons” e “chover sobre justos e injustos”.
Ele faz cada pessoa intencionalmente. Não é por acaso que estamos vivos hoje, nas condições em que estamos.
De alguma forma, somos semelhantes a Deus. Não na nossa parte exterior, o nosso corpo, mas o que somos realmente tem características divinas.
Tal como Deus, temos uma mente dotada de livre-arbítrio, e temos capacidade de tomar decisões com valor moral.
Deus também é um ser moral. Ele é o arquétipo da bondade e perfeição. Ele importa-se com a injustiça que há no mundo e um dia vai julgá-la.
Ainda não o fez porque é paciente e quer que todos se arrependam e o reconheçam como Deus.

Este é o Deus que os cristãos (e também os judeus) acreditam.
E porque devo acreditar nele? Há razões para isso? Paulo também toca nesse ponto.

A pedra basilar do cristianismo é só uma. Se ela não for sólida todo o edifício cai.

“E deu a todos uma sólida razão para crerem nele, ressuscitando-o da morte”

Se Jesus ressuscitou dos mortos, então o cristianismo é verdade, caso contrário é mentira.
Há muitas outras boas razões para crer em Deus, mas esta é a principal.
Podia escrever muito sobre ela, mas fica para outra altura.